Corredores, leitos, homens e mulheres vestidos de branco e silêncio. Estamos em um hospital onde o sorriso, quando ocorre, aparece tímido e, às vezes, sem força para se manter por muito tempo. Este é o ambiente que encontramos quando percorremos instituições hospitalares.

De repente, como num passe de mágica, surgem figuras estranhamente divertidas, despertando sorrisos espontâneos nos rostinhos das crianças que, curiosas, tentam descobrir o que aquelas pessoas fazem ali. São médicos? Parecem, mas é aí que o tamanho dos sapatos, suas calças largas e coloridas e seus grandes narizes vermelhos os entregam: são palhaços! São os Médicos do Barulho!

Os Médicos do Barulho é formado por atores que visam a quebrar a monotonia do frio ambiente hospitalar.
Projeto cultural e sem fins lucrativos, os Médicos do Barulho levam alegria para pacientes adultos e infantis em seu trabalho, modificando a rotina hospitalar. Desde e a criação do grupo, em 24 de agosto de 1996, o bom humor, as trapalhadas, o carinho e a descontração são elementos fundamentais nas visitas, de leito em leito, realizadas pela trupe!

Atualmente, o projeto cultural Médicos do Barulho é desenvolvido em hospitais públicos de Juiz de Fora,  Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Em Juiz de Fora, o grupo atua nas enfermarias pediátricas de cinco instituições: Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, Hospital Universitário da UFJF - Unidade Santa Catarina, Hospital de Pronto Socorro - HPS, Hospital Ascomcer e Pronto Atendimento Infantil -PAI.

Em Belo Horizonte, visitamos a Fundação Benjamin Guimarães / Hospital da Baleia e no Hospital Infantil João Paulo II da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais - FHEMIG.

No Rio de Janeiro no Instituto Nacional de Câncer - INCA, nas seguintes unidades: Hospital do Câncer  I, Hospital do Câncer II, Hospital do Câncer III, Hospital do Câncer IV e o Centro de Transplante de Medula Óssea- CEMO.

Durante doze anos e onze meses, os Médicos do Barulho já visitaram cerca de 200 mil pacientes hospitalizadas, um número que deixa todos os integrantes do projeto imensamente orgulhosos. Os “médicos-palhaços” se aproximam do leito da criança e do adulto, realizando diversas encenações e tratamentos “barulhentos”. E as “medicações” indicadas provocam um “efeito colateral” inevitável: uma boa gargalhada!

Por meio da arte clown – habilidades circenses, mágicas, músicas, contação de histórias e muita palhaçada – os Médicos do Barulho propiciam não apenas momentos de descontração, mas contribuem para a recuperação dos pacientes mirins, permitindo o retorno mais rápido das crianças aos seus lares. Acreditamos na importância da nossa missão de contribuir para a recuperação de crianças hospitalizadas, por meio de algo nobre e essencial para os seres humanos: a cultura do bom humor.